sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CONCENTRAÇÃO SEMESTRAL DA CIEF

Coisas boas também podem voltar. Depois da volta do Jornal O FUNDAMENTALISTA, temos a alegria e satisfação de anunciar aos estimados leitores do Blogspot SELEÇÕES BÍBLICAS FUNDAMENTALISTAS, bem como os assinantes do Yahoogrupo FUNDAMENTALISMO BÍBLICO - ALADIC-Brasil que as Concentrações Semestrais da CIEF estão voltando, pela Graça de Deus !

CONCENTRAÇÃO SEMESTRAL DA CIEF / PRIMAVERA 2009


31 de Outubro de 2009 (Comemoração da Reforma Protestante do Século XVI)
15 às 20:30 h
na IGREJA BÍBLICA CONGREGACIONAL DE ITAQUERA (São Paulo, Capital)
Rua Almino Afonso, 20 - Itaquera

O Pastor hospedeiro é o Rev. JONAS ELIAS DE OLIVEIRA (Vice-Presidente da CIEF)

Obs.: Um lanche será oferecido pela igreja hospedeira.

Esperamos que os Fundamentalistas de todo o Brasil estejam representados nesta Concentração.

Brevemente notícias sobre Concentrações da CIEF no Norte do País (Regiões Norte e Nordeste).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ESQUISITO OU PERIGOSO?

ESQUISITO OU PERIGOSO ?

KENNETH A. SHAW

“... Porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em Ministros da Justiça”. (II Coríntios 11:14-15).

São estas as palavras que me vêm à mente sempre que vejo Líderes Cristãos, homens de influência em Círculos Fundamentais advogarem o oferecimento da destra de comunhão aos adventistas do sétimo dia, alegando que estes descendentes dos mileritas (adeptos de William Miller) são apenas um grupo “esquisito” de Cristãos, cuja principal excentricidade é a guarda do sábado.

É incrível! Será que temos sido de tal modo cegados por um caridoso senso de falsa piedade, que não podemos mais reconhecer a serpente? Nesse caso temos de fechar os nossos olhos e ouvidos, bem como as nossas Bíblias, e reprimir o nosso bom senso enquanto abrigamos os seguidores da Sra. Ellen G. White em nosso seio.

Cristãos, uma coisa é discordar em amor, de companheiros Cristãos, em assuntos nos quais não temos exatamente o mesmo ponto de vista, mas é bem outra coisa concordar com um vergonhoso sistema apóstata cujo objetivo primário é a negação e corrupção do Novo Testamento.

É nada menos que trágico que alguns Líderes de responsabilidade em Grupos Evangélicos Conservadores tenham sido iludidos na crença de que o Adventismo do Sétimo Dia esteja, agora, dentro das fronteiras do Cristia- nismo Verdadeiro; e que uma planta corrupta, plantada em incredulidade, e até o presente alimentada no engano, esteja, agora, produzindo fruto para Deus. Amigo Cristão, afaste um tal pensamento de sua mente. O leopardo adventista não mudou uma simples mancha, nem pode fazê-lo. Os ensinos da Sra. Ellen G. White são e têm sido por muitos anos, um fato documentado. Tendo passado para a eternidade em 1915, a Sra. White não pode mu- dar. Seus escritos, que são a alma do sistema, permanecem basicamente os mesmos. Portanto, não obstante as alegações dos mencionados Líderes, não tem havido nenhuma mudança no Adventismo.

Na verdade temos nos tornado excessivamente negligentes na Palavra em considerarmos a possibilidade de manter comunhão com os seguidores da Sra. White. Se alguém se der ao trabalho de levantar apenas um pouco a pele de ovelha com que esse grupo se cobre, as presas de lobo poderão ser vistas facilmente.

Cada adventista do sétimo dia é, antes e acima de tudo, um crente na Sra. Ellen G. White como “profetisa de Deus para os últimos dias". Quem assiste aos programas adventistas através do rádio e da televisão pode achar isto uma coisa difícil de acreditar porque este é um fato que eles nunca declaram em seus programas; mas é uma realidade. Não se pode rejeitar a “profetisa de Deus para os últimos dias” e permanecer em boa situação com “a única Igreja verdadeira, a Igreja Adventista do Sétimo Dia”.

A Sra. White era uma dos originais “Mileritas marcadores-de-data”, que anunciaram a volta de Cristo à Terra em 1843, e, novamente, em 1844. Após essas aventuras em incredulidade, ela comecou a receber “visões” para justificar as referidas aventuras, e para “autenticar” novos ensinos que estavam sendo inventados. Os adventistas atuais crêem que ela era inspirada por Deus, que as suas visões foram divinamente dadas, e, como dizem as suas publicações, “ela é mensageira de Deus para os últimos dias”. Mas, para que não sejamos acusados de estarmos fazendo falsas acusações, va- mos consultar diretamente os escritos adventistas.

Em “Dons Espirituais”, a Sra. White escreveu: “Eu sou tão dependente do Espírito do Senhor ao relatar ou escrever, quanto ao receber uma visão”.

Citamos, a seguir, alguns trechos de “Testemunhos para a Igreja”, de autoria da Sra. White: “Nestas cartas que escrevo, nos testemunhos que dou, estou vos apresentando aquilo que me foi apresentado pelo Senhor. Nenhum dos artigos que eu passo para o papel expressa simplesmente as minhas próprias idéias. Eles expresssam aquilo que Deus abriu diante de mim em visão os preciosos raios de luz, emanando do Trono. É Deus Quem tem falado, e não um mortal, sujeito ao erro”.

Contudo, quando vos envio uma mensagem de reprovação ou advertência,. muitos de vós afirmais ser ela simplesmente a opinião da Irmã White. Deste modo insultais o Espírito de Deus”.

Aqueles que... pretendem destruir o nosso testemunho, eu vi, não estão lutando contra nós, e, sim, contra Deus”.

O Sr. F. M. Wilcox escreve em “Revista e Arauto”: “Assim como Sa- muel, nos seus dias, era Profeta para Israel, assim como Jeremias era Profeta para Israel nos dias do seu cativeiro, assim como João Batista veio como Mensageiro especial do Senhor para preparar o caminho para a manifesta- ção de Cristo, nós cremos que a Sra. White era uma profetisa para a Igreja de Cristo nos dias atuais”.

Em correspondência pessoal, a mim dirigida em outubro de 1962, um professor duma Escola Biblica chamada “20th Century Bible School”, em Reading, Pennsylvania, escreveu o seguinte: “Em Efésios 4:8, 11-13, lemos

que Deus tem posto profetas na Igreja, e isto foi cumprido na pessoa de Ellen G. White”.

A Sra. White autorizou a publicação de muitos volumes com instruções para os seus seguidores, de conformidade com o seu ofício profético. Extraímos de “Testemunhos para a Igreja”, a seguinte citação, referindo-se a uma Conferência em Battle Creek, Michigan, em 27 de maio de 1856: “Foi-me mostrada a companhia presente à Conferência. O anjo disse: Alguns serão comida para vermes, alguns serão alvo das últimas pragas, alguns permanecerão vivos sobre a terra para serem trasladados na vinda de Jesus”. Todos quantos se sabe terem assistido a referida Conferência já passaram há muito para a eternidade. Com certeza, o anjo assistente da Sra. White era um anjo caído. Quanto à pessoa de Jesus Cristo, crêem os adeptos da Sra. White que Ele era o Filho de Deus, mas que nasceu com uma natureza pecaminosa, e era perfeitamente capaz de pecar e falhar em Sua missão. Tal ensino não passa de blasfêmia, pois faz do Senhor um mentiroso, estando Ele mesmo, portanto, necessitado de um Salvador. Ademais, eles crêem que Cristo não é outro senão Miguel, o Arcanjo.

Com respeito à Expiação, crêem os adventistas que ainda resta a expiação final a ser feita por Satanás, o qual como autor do pecado, será punido por todos os pecados quando for lançado no lago de fogo. Esta ex- piação diabólica é baseada em uma palavra Azazel que é encontra- da em Levitico 16:8. A tradução da referida palavra na Versão Corrigida e Revisada Fiel (ACF) é “bode emissário”. Os adventistas, juntamente com outros, crêem que ela significa Satanás, e assim, admitem que Satanás tenha uma parte na Obra da Expiação.

Conforme F. W. GRANT, autor de “A Bíblia Numérica”, o qual, no referido livro analisa amplamente essa palavra, ela significa “ir embora”, ou “demissão”. O Sr. GRANT refere-se a interpretação “Satanás” como uma misteriosa invenção apresentada por aqueles que querem criar confusão só porque têm uma teoria a defender.

Gostaria de perguntar aos Líderes Cristãos que querem chamar de “irmãos” aos seguidores da Sra. White: Será que somos um em Cristo com aqueles que crêem que Satanás consumará finalmente a Obra Expiatória de nosso Senhor?

Uma coisa que os Cristãos deviam saber a respeito dos adventistas é que a questão do sábado é meramente uma “isca”, uma cortina de fumaça, e nao é de modo nenhum o verdadeiro ponto de controvérsia. Tenho lido muitas exposições feitas por Escritores Cristãos sinceros, os quais, refutando o adventismo, explicam fielmente a diferença entre o sábado do Velho Testamento e o Dia do Senhor, do Novo Testamento, crendo sinceramente

ser este o ponto de divergência entre os Cristãos Ortodoxos* e os adventistas. A sua sinceridade, embora bem intencionada, revela uma completa falta de conhecimento daqueles com quem estão tratando. Alguns dos mais conhecidos Ministros dos nossos tempos têm caído nessa armadilha. Toda essa agitação e provocacão em torno do sábado tem um único propósito: conduzir à fé em Ellen G. White.

Para aqueles que crêem no Novo Testamento, Romanos 14 e Colossenses 2 decidem o assunto do sábado. Os que não crêem são presas fáceis para os adventistas do sétimo dia.

Amados Cristãos, as coisas apreesentadas aqui são apenas algumas das muitas excentricidades da seita da Sra. White. Para apresentar uma exposição completa dos seus falsos ensinos, seriam necessários muitos volumes. Entre as suas falácias estão o sono da alma, a aniquilação de Satanás e dos ímpios, a identificação de Cristo como Miguel, o Arcanjo, comidas puras e impuras, a doutrina de Maria sempre virgem, a identificação do Papa como a besta e dos Estados Unidos como a segunda besta, a identificação dos adventistas como os 144.000, a rejeição de Israel para sempre, etc., etc., etc.

Não se engane, este NÃO é um grupo “esquisito” de Cristãos, e, sim, de falsos “anjos de luz” procurando se infiltrar com o fim de destruir a liber- dade que os crentes do Novo Testamento gozam em Cristo Jesus.

Usando o Evangelho como uma simples fachada, eles mantém escondios os seus verdadeiros ensinos até encontrarem a ocasião oportuna para usá-los. Não podemos, nem por um esforço de imaginação aceitar isso como uma tática Cristã. Quem crê em doutrinas que precisa esconder e tem vergonha de ensiná-las em seu Ministério público, certamente não poderia ser representante dAquele que disse: “Eu falei abertamente ao mundo... e nada disse em oculto” (João 18:20).

É triste dizer que, hoje em dia, grande número de pessoas que pertencem ao Senhor, parecem ser inteiramente desprovidos de qualquer discerrnimento espiritual, pensando que se alguém traz uma Bíblia na mão e um versículo na ponta da língua, tem necessariamente de pertencer a Deus. Nada poderia estar mais longe da verdade.

João nos diz: "Amados, não creiais a todo o espírito; mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (1 João 4:1). Paulo diz: “Examinai tudo” (1 Tessalonicenses 5:21).

“Para que não sejamos mais como meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14).

Depois de tudo quanto temos considerado, só podemos chegar a uma conclusão: se os devotos da Sra. Ellen G. White estão certos, então eles são de Deus e nós estamos sendo desobedientes em não nos unirmos a eles, aceitando a Sra. White como nossa profetisa. E, se eles estão errados, então eles estão iludidos por Satanás e os seus ensinos são uma corrupção da Palavra de Deus, um falso evangelho.

Qual devia, então, ser a atitude do Cristão para com os adventistas do sétimo dia? Deveria ser uma atitude de tolerância liberal, desculpando-os, fechando os olhos para os seus erros, sendo indulgentes? Não, se as Escrituras forem nosso guia. A Escritura é tão clara quanto positiva com referência àqueles que propagam ensinos falsos. Gálatas 1:8-9 diz: “Mas, ainda que nós mesmos ou um Anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Romanos 16:17 diz: “...que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” II João 10-11 diz: “Se alguém vem ter convosco, e nao traz esta Doutrina, não o recebais em casa, e nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras.”

Em nossos dias a União dos Cristãos é uma coisa desejável, mas a União com os discípulos de uma falsa profetisa seria nada menos que satânica, inspirada por aquele que inspirou William Miller, o primeiro a marcar uma data para a volta de Cristo.

Nota do Distribuidor: Rogamos aos nossos leitores que leiam cada citação na Bíblia. Por favor, façam como os bereanos (Atos 17:10-11), “examinando ...nas Escrituras”, se o autor fala de si mesmo ou como bom Ensinador Bíblico, que realmente é, fala somente o que a Palavra de Deus ensina.

KENNETH A. SHAW (1920-1991), Autor Evangélico vinculado ao Movimento dos Irmãos, nasceu em 31 de agosto de 1920 em West Decatur, Clearfield County, Pennsylvania, EUA. Como Ensinador Bíblico, viveu em Drexler Hill, igualmente na Pennsylvania, lugar onde veio a falecer, em maio de 1991. Escreveu artigos em defesa da Fé para as revistas Light and Liberty (“Luz e Liberdade”, onde originalmente foi publicado o presente artigo), Food for the Flock (“Alimento para o Rebanho”) e Ministry in Focus (“Ministério em Foco”), todas vinculadas ao Movimento dos Irmãos.


PUBLICAÇÕES BÍBLICAS

DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA

Entre outras Verdades igualmente Bíblicas, cremos e sustentamos as seguintes:

1. A Inspiração Divina Plenária e Verbal das Escrituras nos idiomas originais, a sua conseqüente Inerrância e Infalibilidade e, como a Palavra de Deus, sua Autoridade Suprema e Final em Fé e Vida;

2. A Personalidade Sobrenatural do Deus Triúno: Pai, Filho e Espírito Santo;

3. A Deidade Essencial, Absoluta e Eterna do Senhor Jesus Cristo, assim como a Sua Humanidade, que O fez em tudo semelhante ao homem, exceto no pecado;

4. A Concepção Sobrenatural e o Nascimento Virginal de nosso Senhor Jesus Cristo;

5. Sua Morte Vicária e Expiatória, em que Ele deu a Sua vida “em resgate de muitos”;

6. Sua Ressurreição dentre os mortos no mesmo corpo com o qual Ele foi crucificado, e a Sua Segunda Vinda em poder e grande glória;

7. A Depravação Total do homem por causa da Queda;

8. Salvação o efeito da Regeneração pelo Espírito e pela Palavra não através de obras nem em virtude do batismo ou de qualquer rito ou ritual eclesiástico, mas unicamente pela Soberana Graça de Deus mediante a Fé em Cristo Jesus;

9. A Eterna Bem-Aventurança dos Salvos e o eterno sofrimento dos perdidos;

10. A Real Unidade Espiritual em Cristo de todos os redimidos por Seu precioso sangue;

11. A Cessação dos Dons de Sinais Apostólicos com o fechamento do Cânon do Novo Testamento;

12. A Necessidade da Manutenção da Igreja Visível, Separada, Pura e Livre do Ecumenismo Romanista, do Modernismo Teológico, do Neo-Evangelicismo, do Carismatismo e de todos os outros “ismos” contrários à Palavra de Deus, tudo de conformidade com os ditames desta mesma Palavra de Deus que é a Bíblia Sagrada.

E ainda, crendo ser o Credo Apostólico a afirmação de Verdades Bíblicas, nós o incorporamos, portanto, a estes artigos de Fé.

PUBLICAÇÕES BÍBLICAS

Josias Baraúna, Distribuidor

CAIXA POSTAL 20041 – PENHA

21070-970 – RIO DE JANEIRO, CAPITAL

Distribuição Gratuita


PUBLICAÇÕES BÍBLICAS

(Nova Fase)

- Artigos Já Publicados:

A POSIÇÃO BÍBLICA DO MOVIMENTO FUNDAMENTALISTA

IGREJA PRESBITERIANA FUNDAMENTALISTA DO BRASIL

DEVE O CRISTÃO GUARDAR O SÁBADO?

“A IGREJA DO LIVRO” (Segunda Edição Aumentada)

ESQUISITO OU PERIGOSO ?

- Artigos a Serem Publicados (Não necessariamente nesta ordem):

“A HISTÓRIA DA ORGANIZAÇÃO DO CIIC”

A MAIOR IGREJA BATISTA DO NORDESTE

INGRESSA NO MOVIMENTO FUNDAMENTALISTA

DONS E VOCAÇÕES

Dr. CARL McINTIRE – TRIBUTO A UM GUERREIRO CAÍDO

A JUNTA INDEPENDENTE DE

MISSÕES PRESBITERIANAS ESTRANGEIRAS

PALMAS NO CULTO?

Rev. DAVID BARAÚNA (Dados Biográficos)

Rev. SYNÉSIO LYRA (Dados Biográficos)

UMA PEQUENA HISTÓRIA DA ALADIC

VALE A PENA DENUNCIAR O ERRO ?

VIOLÊNCIA COM VIRULÊNCIA

entre outros.

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* Ortodoxia significa doutrina correta. Cristão Ortodoxo é o mesmo que Cristão Bíblico. Nada tem a ver com catolicismo ortodoxo. Os católicos ortodoxos dizem que têm a doutrina católica correta. Nós, os Cristãos Ortodoxos, temos a doutrina Bíblica correta.

domingo, 14 de setembro de 2008

Deve o Cristão Guardar o Sábado?

Deve o cristão guardar o sábado ?

Por Ronald E. Watterson

Introdução

O sábado é mencionado freqüentemente na Bíblia, especialmente no Velho Testamento. Estas constantes menções indicam que o assunto é muito importante e merece um estudo cuidadoso.

Em nossos dias é um assunto polêmico, mas nem por isso devemos deixar de examiná-lo. Devemos, sim, deixar de lado o que os homens falam e considerar o que as Escrituras Sagradas dizem a respeito. Vamos observar primeiramente o que a Bíblia revela sobre


A História do Sábado

Embora não encontremos a palavra "sábado", na Bíblia, até chegarmos em Êxodo capítulo 16, cerca de 2.500 anos depois de Adão, a doutrina do sábado começa com a criação do homem, quando Deus trabalhou seis dias e no sétimo dia descansou de toda a Sua obra. “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou" (Gênesis 2:3).

Apesar do silêncio da Palavra de Deus quanto ao sábado, nos primeiros 2.500 anos da história humana, é provável que os fiéis o observassem durante aquele tempo. Quando Israel estava no deserto, Deus lhes deu o maná durante seis dias e avisou que no sétimo dia não haveria maná, pois aquele dia era "o santo sábado do Senhor" (Êxodo 16:23). Esta declaração, sem nenhuma explicação, leva-nos a crer que o sábado não lhes era desconhecido. Notemos, a seguir,


O Sábado Dado a Israel

Nos dias de Moisés o sábado foi dado à nação de Israel (Êxodo 16:29) e a partir daquele tempo a sua história fica mais clara. Ele foi incluído nas leis da aliança que Deus fez com Israel, sendo escrito pelo dedo de Deus na tábua de pedra, e também por Moisés no Livro da Lei (Êxodo 24:4; Deuteronômio 31:24).

Entre as outras leis, o sábado assumiu um lugar destacado para Israel, pois Deus o deu por sinal da aliança. Assim como Deus estabeleceu a circuncisão como sinal da aliança que fez com Abrão (Gênesis 17:11), o sábado foi estabelecido como sinal da aliança entre o Senhor e Israel (Êxodo 31:13, 17 e Ezequiel 20:12).

O sábado não foi dado às outras nações, mas exclusiva- mente a Israel, como sinal da sua posição privilegiada, em concerto com o Senhor. Este fato é confirmado quando Moisés exortou o povo e disse: “E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?” (Deuteronômio 4:8). A lei, incluindo o sábado, foi dada com exclusividade a Israel. Notemos, ainda,


O Sábado Ampliado

Ao dar o sábado a Israel, Deus o ampliou. A partir daquele tempo o sábado não seria apenas o sétimo dia de cada semana: mais dias além do sábado seriam “sábados do Senhor”. O Dia da Expiação, por exemplo, que é o décimo dia do sétimo mês, seria “sábado de descanso” (Levítico 16:29-31), mas este dia poderia cair no começo, no meio, ou no fim da semana, dependendo do ano.

A terra também teria o seu sábado. O povo poderia cultivar a terra seis anos, mas o sétimo seria “sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor” (Levítico 25:4). Naquele ano não poderiam semear o campo, nem podar a vinha. Mas convém que notemos, agora,


O Sábado Profanado

Israel foi infiel; não guardou os sábados ao Senhor. Profanou o sábado ainda no deserto, antes mesmo de entrar na terra prometida.

Referindo-se àqueles anos no deserto, Deus disse: "E também lhes dei os Meus sábados... mas... a casa de Israel se rebelou contra Mim no deserto... e profanaram grandemente os Meus sábados” (Ezequiel 20:12-13). Após a entrada na terra, a avareza levou o povo a considerar o sábado como um peso desagradável e difícil de suportar. Diziam: “Quando passará... o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo...”(Amós 8:5). Tal hipocrisia era insuportável a Deus e a repreensão veio nas palavras do profeta: “... o incenso é para Mim abominação... e os sábados; ... não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene" (Isaías 1:13).


O Sábado Interrompido

Por causa daquela iniquidade e hipocrisia, Deus tirou de Israel os Seus sábados. Ele disse, por meio do profeta: “E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados...”(Oséias 2:11). Ele afirmou ainda, através de Jeremias: “... o Senhor, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e o sábado, e na indignação da Sua ira rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote” (Lamentações 2:6).

O Sábado Reestabelecido

Apesar da profanação do sábado por parte de Israel, Deus não abandonou o Seu propósito. Ele ainda há de restaurar o Seu povo e esta nação ainda guardará os sábados ao Senhor. As promessas feitas a Abrão serão cumpridas e o sábado será observado. Descrevendo aqueles dias gloriosos que ainda estão por vir, Ezequiel fala dos holocaustos e das ofertas que serão trazidas nas luas novas e nos sábados (Ezequiel 45:17). O mesmo profeta fala da porta do átrio interior do templo que será reconstruído e diz que “estará fechada durante os seis dias, que são de trabalho; mas no dia de sábado ela se abrirá” (Ezequiel 46:1; veja também Ezequiel 46:3, 4, 12). Agora, voltemos a nossa atenção para


Um Detalhe Importante

Considerando a história do sábado, é importante observar que não há mandamento algum para a igreja guardar o sábado. E isto não é uma omissão. Deus não omitiu da Sua Palavra coisa alguma que fosse necessária ao Seu povo (veja 2 Timóteo 3:16-17). Longe de apresentar qualquer mandamento para guardar o sétimo dia, o Novo Testamento mostra que o cristão que estima um dia acima do outro é um cristão fraco (Romanos 14:1-6). Reforçando isto, Paulo disse, escrevendo aos Colossenses: “Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (Colossenses 2:16).

Vemos, ainda, que, na carta aos Gálatas, escrita a igrejas que estavam começando a guardar dias, Paulo disse: “Mas agora, conhecendo a Deus... como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias... receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gálatas 4:9-11). Esta preocupação do Apóstolo com relação aos gálatas deixa muito claro que o cristão que guarda o sábado, ou qualquer outro dia, está cometendo um erro gravíssimo e está jogando por terra a obra que Deus está fazendo.


O Propósito e o Significado do Sábado

Um dia, quando o Senhor passava pelas searas, com Seus discípulos, estes começaram a colher espigas e foram severamente critica- dos pelos fariseus (veja Marcos 2:23-28). Respondendo as críticas, o Senhor afirmou ser o Senhor do sábado e revelou, pelo menos em parte , o propósito do mesmo.

Para o Homem

Ele disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (verso 27). O sábado nunca foi uma restrição, ou uma exigência pesada que Deus impôs ao homem, mas sim uma bênção. Deveria ser uma ocasião alegre e benéfica para o homem.

No Velho Testamento vemos a maneira como este dia deveria ser uma bênção para o homem. Traria benefícios físicos, pois seria um dia de descanso depois de seis dias de trabalho (Êxodo 20:10). Quando esta lei foi dada a Israel, Deus relacionou este descanso semanal com a Sua própria obra na criação: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar, e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto abençoou o Senhor o dia de sábado, e o santificou”(Êxodo 20:11).

Quando, porém esta lei foi repetida na campina ao oriente do Jordão, Deus mencionou outro propósito do sábado. “Guarda o dia de sábado...seis dias trabalharás... mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho nele...Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido” (Deuteronômio 5:l2-13).

O sábado, portanto, seria um dia de descanso físico e também seria um dia de recordação das bênçãos recebidas do Senhor. Seria uma bênção para o corpo e também para a alma.


Para Deus

Foi de fato uma dádiva preciosa que Deus deu ao povo de Israel (Êxodo 16:29), mas convém observar que não é somente “o sábado do Senhor” (Êxodo 16:23), é também “um sábado ao Senhor” (Êxodo 31:15). Ao mesmo tempo que proporcionava descanso e refrigério ao homem, deveria proporcionar algo também a Deus. Ao deixar de lado a preocupação com as coisas materiais, o homem deveria ocupar-se com as coisas espirituais, e assim Deus receberia adoração e louvor.

Além do propósito imediato de proporcionar ao homem descanso e trazer a Deus honra e louvor, havia algo mais, na celebração do sétimo dia. Era uma sombra “das coisas futuras” (Colossenses 2:17). Vejamos vários aspectos disto.


O Descanso em Canaã

Logo que o pecado entrou no jardim do Eden, o descanso de Deus foi interrompido e Ele se pôs a trabalhar (João 5:17). O sábado não se

ria mais uma expressão do descanso do Criador, mas sim, uma sombra dum descanso futuro, baseado na obra perfeita terminada pelo Senhor Jesus Cristo.

Em primeiro lugar, prefigurava o descanso que Deus queria dar ao povo de Israel em Canaã. Moisés disse àquele povo: “Até agora não entrastes no descanso ...mas passareis o Jordão, e habitareis na terra que vos fará herdar o Senhor vosso Deus; e vos dará repouso dos vossos inimigos... ”(Deuteronômio 12:9-10).

Num sentido limitado, este descanso foi alcançado nos dias de Josué, pois “o Senhor lhes deu repouso em redor, conforme a tudo quanto jurara a seus pais”(Josué 21.44).

O descanso em Canaã não permaneceu (Hebreus 4:8), e Deus falou ainda dum descanso futuro (Salmo 95:8-11).


Descanso para o Mundo no Milênio

Um dia Satanás será preso no abismo (Apocalipse 20:1-3); todo inimigo será derrotado (1 Coríntios 15:25); a criação deixará de gemer (Romanos 8:22-23); e a terra há de gozar o seu sábado. O profeta anunciou isto ao dizer: “Já descansa, já está sossegada toda a terra! exclamam com júbilo” (Isaías 14:7). O mesmo profeta ainda disse: ”E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso”(Isaías 11:10).


O Descanso Eterno

Este maravilhoso descanso milenar, porém não perdurará. Satanás será solto da sua prisão e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, liderando uma última rebelião contra Deus.

Mas ele será derrotado, e lançado no lago de fogo. Os mortos serão julgados e haverá um novo céu e uma nova terra onde habita a justiça (2 Pedro 3:13 e Apocalipse 21:1). Deus será tudo em todos e será glorificado naquele descanso eterno.


O Descanso presente em Cristo

O sábado é a sombra; a substância é Cristo (Colossenses 2:16-17). Por isto, não nos ocupamos mais com a sombra; temos a substância. Não guardamos o sábado; descansamos em Cristo. Esta verdade é apresentada mais detalhadamente na carta aos Hebreus.


O Sábado à Luz de Hebreus 3 e 4

A carta aos Hebreus mostra a superioridade de Cristo. Ele é Deus (capítulo 1) e, portanto, superior aos anjos. Ele Se fez homem (capítulo 2), mas continua superior a todos os homens. Os capítulos que estamos considerando mostram como Ele é superior a Moisés e a Josué. Estes não conseguiram dar ao povo aquele descanso verdadeiro, mas nós, pela fé no Senhor Jesus Cristo, já entramos no repouso (4:3).


O Repouso

A questão do repouso é introduzida com uma citação do Velho Testamento, tirada do Salmo 95:8-11, já anteriormente citada no capitulo 3:7-11. O escritor quer demonstrar que o Senhor Jesus é maior do que todos os homens. Os que saíram do Egito deveriam ter entrado no descanso em Canaã, mas pela desobediência e incredulidade, seus corações foram endurecidos e Deus jurou na Sua ira que não entrariam no Seu descanso. Este facto serve de exortação aos leitores, para que não venham a cair no mesmo erro (3:12-13). Poderiam ter ouvido as boas novas, mas se o coração se endurecesse pelo engano do pecado não entrariam no repouso desejado (3:13).

Muitos têm mal interpretado esta passagem e, nela baseados, afirmam que o crente pode perder a salvação, mas veja bem que não é isso o que o texto sagrado diz. O que Deus afirma é: “A qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” (3:6). Note bem que não diz que “seremos”, mas que “somos”, agora, no presente, a casa de Deus. Ele não diz que somos enquanto conservarmos firme, mas que já somos a casa de Deus se conservarmos firme. Isto é, a palavra “se”, neste caso, não introduz uma condição, mas, sim, uma evidência. Os hebreus, a quem a carta foi dirigida, professavam ser a casa de Deus, mas alguns poderiam não ser verdadeiros. A realidade da sua profissão de Fé seria manifesta pela sua permanência. Veja isto com mais clareza no versículo 14 – “...nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim”. O verbo “tornamos”refere-se a algo já acontecido — é o tempo perfeito no texto original. Ele não está dizendo que vamos participar de Cristo se retivermos firmemente, e, sim, que já participamos de Cristo há muito tempo. A palavra se, no caso, não é condicional, pois se o fora, o versículo não teria sentido. O ensino claro destes dois versículos é que aquele que permanece é aquele que creu e aquele que não permanece demonstra que nunca creu.

No capítulo 4 o Espírito volta a destacar o perigo de não entrar no repouso de Deus: “Temamos, pois que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás” (verso 1). Observe, porém, que o texto não fala da possibilidade de ser expulso dum repouso já alcançado, mas, sim, da possibilidade de não chegar a entrar no repouso esperado. É isto o que vemos no Salmo 95: a geração que saiu do Egito não entrou em Canaã. É isto, também, o que Hebreus 4 ensina: alguns que querem entrar no repouso de Deus poderão não entrar. Aqueles que saíram do Egito, ouviram as boas novas e esperavam entrar, mas caíram no deserto. Como o texto afirma, nada disto lhes aproveitou, porquanto não estava misturado com a fé. É póssível ouvir as boas novas e abandonar o mundo e, contudo, não entrar no descanso porque, na realidade, não creu.

Mas o contraste no versículo seguinte é notável: “Nós, os que temos crido, entramos no repouso” (verso 3). Aqui vemos novamente que a fé é o meio pelo qual entramos no repouso. Eles (verso 2) não entraram porque não creram; nós (verso 3) entramos (presente) porque temos crido (passado). Quem não crê, não entra. Quem creu, já entrou.

Tudo é relacionado com o descanso de Deus no sétimo dia (verso 4), mostrando que aquele repouso de Deus na obra completada pela criação era uma sombra do repouso que o crente tem agora em Cristo. No versículo 5 vemos mais uma vez que o incrédulo jamais entrará neste descanso.

A partir do versículo 6, o Espírito Santo torna a falar do descanso concedido em Canaã, mostrando que não correspondeu plenamente à sombra, pois, de outra sorte, Davi não teria, no Salmo 95, falado de outro dia. Isto leva logicamente à conclusão de que “resta ainda um repouso (literalmente, “um sábado de repouso”) para o povo de Deus” (verso 9).

O sábado do Velho Concerto, portanto, era uma sombra do descanso que gozamos hoje em Cristo.

O assunto é concluído com uma afirmação e uma exortação.

A afirmação: “Aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou das suas obras, como Deus das Suas” (verso 10). Quando descobrimos que as nossas tentativas de alcançar a vida eterna eram inúteis e deixamos de confiar em nossas justiças, orações, obras, etc., e confiamos no Senhor Jesus Cristo e no valor da obra consumada na cruz, descansamos das nossas obras e entramos no descanso de Deus.

A exortação: É dirigida àqueles que ainda não entraram no repouso de Deus e diz: “Procuremos entrar... para que ninguém caia no

mesmo exemplo de desobediência” (verso 11).


A Conclusão

O Sábado foi uma dádiva preciosa que Deus concedeu ao povo de Israel, mas aquele povo não apreciou. Era uma parte integrante daquela Lei do Velho Concerto e traz lições preciosas para nós, cristãos, no dia de hoje, sendo uma sombra do nosso descanso espiritual em Cristo.Mas aquela “cédula que era contra nós” foi riscada (literalmente, apagada, como quando se apaga o que foi escrito numa lousa) e tirada do meio de nós pela cruz de Cristo (Colossenses 2:14). Continuando este ensino, o Espírito Santo pergunta: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam AINDA de ordenanças...?” (Colossenses 2:20).

Nesta Escritura Deus mostra claramente que o cristão não deve guardar a Lei do Velho Concerto (isto inclui o sábado), pois tal lei foi apagada e tirada do meio de nós. Na carta aos Gálatas, porém, Deus apresenta, por meio duma alegoria, a nossa responsabilidade nesta parte.

Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Na alegoria, Agar, a escrava, representa o Velho Concerto firmado no monte Sinai, enquanto Sara representa o Novo. Na conclusão da alegoria, Deus diz: “Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre” (ver Gálatas 4:21-31). Temos a responsabilidade de lançar fora o Velho Concerto, bem como as conseqüências que ele produz, pois de modo algum poderão os dois Concertos conviver um com o outro.

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Portanto, em Colossenses vemos o lado divino desta mudança — Ele apagou a “cédula”, tirando-a do meio de nós (Colossenses 2:14), mas em Gálatas vemos o lado humano — nossa responsabilidade de lançar fora o Velho Concerto, inclusive o sábado.



Nota do Distribuidor: Por favor, leia na sua Bíblia todas as citações contidas neste artigo para não parecer que o autor apresenta a sua opinião pessoal, mas verifique que seus argumentos são fortemente fundamentados na Palavra de Deus.



RONALD E. WATTERSON é um Ministro Evangélico vinculado ao Movimento dos Irmãos Como Ensinador Bíblico Itinerante, tem a sua base missionária na cidade de Descalvado, Estado de São Paulo. É autor do livro Apocalipse Versículo por Versículo, tendo também escrito diversos livretos e artigos doutrinários em defesa da Fé.

PUBLICAÇÕES BÍBLICAS

Josias Baraúna, Distribuidor

CAIXA POSTAL 20041 – PENHA

21022-970 – RIO DE JANEIRO, CAPITAL


sábado, 24 de novembro de 2007

Logotipo de O DIVULGADOR FUNDAMENTALISTA BÍBLICO (Pertencente à CIEF do Brasil, que é o Divulgador do Movimento Fundamentalista par excellence)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

MOVIMENTO FUNDAMENTALISTA BÍBLICO





Apresentação do Movimento Fundamentalista Bíblico
O Movimento Fundamentalista Bíblico é um Movimento Internacional que funciona como uma reação contra a apostasia que está invadindo atualmente as Igrejas Evangélicas. É um movimento semelhante ao Movimento dos Irmãos, que surgiu em 1828, em Dublin, República da Irlanda, e que deu origem às atuais Igrejas Cristãs. Com diferença que o Movimento dos Irmãos é indenominacional, ou seja, sem denominação e deu origem a igrejas locais sem qualquer filiação denominacional; enquanto que o Movimento Fundamentalista Bíblico ainda mantém o denominacionalismo. As igrejas fundamentalistas são igrejas denominacionais, isto é, existem igrejas fundamentalistas que são presbiterianas, outras que são batistas, etc.
O Movimento Fundamentalista Bíblico une crentes de diversas denominações para um esforço comum porque não enfatiza as doutrinas secundárias, que dividem o povo de Deus nas mais diversas denominações, mas sua ênfase está nas grandes doutrinas da Fé Cristã Histórica que são comuns a todos os grupos genuinamente evangélicos. O Movimento Fundamentalista Bíblico defende a união de todos os verdadeiros crentes e luta contra todas as formas de apostasia religiosa e moral existentes atualmente no meio evangélico. A luta do Movimento Fundamentalista Bíblico é uma luta de esclarecimento e ensino, alertando os crentes de todas as denominações contra a apostasia e em defesa da Bíblia como a infalível e eterna Palavra de Deus, conclamando todos os crentes a estudá-la mais e a obedecê-la mais, mantendo assim uma viva comunhão com Deus e com todos os crentes, independentemente das denominações de cada um. O Movimento Fundamentalista Bíblico é interdenominacional porque defende a união interativa de todos os crentes em torno da obediência à Palavra de Deus.
Fundamentalismo Bíblico é o mesmo que Cristianismo no mais puro sentido bíblico. Fundamentalista Bíblico é o mesmo que cristão e evangélico, genuinamente falando.
Não existe nenhum sentimento sectarista na expressão "Fundamentalista Bíblico" porque ela perfeitamente designa todos os seguidores do Senhor Jesus Cristo. Ela é extensiva a todos os crentes e pode ser usada por todos aqueles que são fiéis à Bíblia e não por um pequenino e restrito grupo como querem alguns maldosamente apresentá-la. Ela é sinônima de "evangélico", de "cristão", de "irmão", de "discípulo", de "crente", "de "santo", etc., quando usadas de forma genuína. Assim como cada uma dessas palavras designa um seguidor decidido de Jesus Cristo, também a expressão "Fundamentalista Bíblico" não se restringe a uma denominação ou a uma seita, como preferem alguns, mas se estende a todos os crentes evangélicos, a todas as igrejas evangélicas, etc.
O Fundamentalismo Bíblico é contrário, por natureza, ao Modernismo, ao Mundanismo, ao Sectarismo, ao Tradicionalismo, ao Liberalismo, ao Carismatismo, e a todas as formas de apostasia, "porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11).
"Fundamentalista Bíblico" é a expressão que designa todos os genuínos seguidores do Senhor Jesus porque eles são realmente "edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Ef 2.20).
Nenhum crente fiel à Bíblia, portanto, deve se envergonhar ou ter constrangimento de ser chamado Fundamentalista Bíblico porque, na verdade, esse é um termo que, como o nome de "cristão", designa todo o fiel seguidor e discípulo do nosso único Senhor e Salvador, Jesus Cristo.



Informações Sobre o Movimento Fundamentalista Bíblico
1. Fundamentalismo Bíblico não é igreja, nem denominação, nem seita. Fundamentalismo Bíblico é posição doutrinária. Fundamentalismo Bíblico é um movimento de igrejas e crentes evangélicos que permanecem fiéis à Bíblia, como a única e infalível Palavra de Deus, e a Cristo, como a única Cabeça da Igreja.
2. O Movimento Fundamentalista Bíblico é interdenominacional e internacional, se opondo intransigentemente ao Ecumenismo, ao Modernismo Teológico, ao Neo-Evangelismo, ao Comunismo, ao Carismatismo, ao Mundanismo e a todas as formas de apostasia teológica e moral.
3. Faz-se representar juridicamente pelo ICCC - International Council of Christian Churches (Concílio Internacional de Igrejas Cristãs - CIIC), que existe para fazer frente ao WCC - World Council of Churches (Conselho Mundial de Igrejas - CMI), que é liberal e ecumênico, possuindo em sua liderança diversos líderes modernistas e comunistas.
4. O Concílio Internacional de Igrejas Cristãs possui denominações evangélicas Fiéis à Bíblia filiadas, como seus Membros Constituintes e Membros Consultivos, em mais de cem nações.
5. De acordo com a sua constituição, Membros Constituintes são denominações evangélicas ou associações de igrejas locais que tenham seus pedidos de filiação aprovados e exerçam jurisdição eclesiástica sobre um mínimo de 10 (dez) igrejas locais; Membros Consultivos são igrejas locais independentes, ou associações de igrejas locais, ou pequenas denominações que não possuam 10 (dez) igrejas locais em sua jurisdição.
6. Existe ainda a TAM - ICCC - The Associated Missions of the ICCC (As Missões Associadas do CIIC), que são juntas missionárias pertencentes a diversos grupos fundamentalistas bíblicos, filiados ao CIIC, ou juntas missionárias independentes de orientação fundamentalista bíblica, que trabalham em conjunto para levarem "o Evangelho a toda a criatura".
7. As organizações associadas ao CIIC são concílios continentais e nacionais.
8. O CIIC está representado no Brasil pela CIEF - Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil, e em nível continental pela ALADIC - Alianza Latino Americana de Iglesias Cristianas (Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs).
9. A ALADIC e a CIEF, assim como as suas congêneres de outros continentes e países possuem estrutura semelhante à do CIIC, com seus Membros Constituintes e Consultivos, dentro de sua esfera de ação,
10. A sede do CIIC é em Singapura, onde se encontra a Secretaria Executiva (Dr. K. C. Quek, Secretário Executivo, Pastor da Igreja Presbiteriana Bíblica Sião de Serangoon). O Fundador e primeiro Presidente do CIIC foi o Dr. Carl McIntire (1906-2002), Pastor da Igreja Presbiteriana Bíblica de Collingswood durante 67 anos (1933-2000). Atualmente a Presidência está em Seul, Coréia do Sul (Dr. Choi Kwang Jae, Presidente, Pastor da Igreja Presbiteriana Bíblica da Glória).
11. A ALADIC tem sua Secretaria Executiva na Cidade da Guatemala (Rev. Estebán Ricker, Secretário Executivo, Ministro da Igreja Presbiteriana Independente Fundamentalista), e sua Presidência se encontra em Santiago, Chile (Dr. Nadir Carreño Maufras, Presidente, Pastor da Igreja Presbiteriana Smirna e Primeiro Vice-Presidente do CIIC).
12. A CIEF não está em atividade. Seu último Secretário Executivo foi o Dr. William Roger LeRoy, que foi Pastor da Igreja Presbiteriana Bíblica Fundamentalista de São Bernardo do Campo, São Paulo, e hoje é Presidente da IBPFM - Independent Board for Presbyterian Foreign Missions (Junta Independente de Missões Presbiterianas Estrangeiras) em Filadélfia, Pensilvânia, EUA. A Presidência da CIEF está em São Paulo (Dr. Silas Evangelista de Oliveira, Presidente, Diretor Executivo da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, Vice-Presidente do CIIC para o Sul do Brasil e Vice-Presidente da ALADIC para o Brasil).





13. Contatos e maiores informações sobre o Movimento Fundamentalista Bíblico:
Rev. Dr. K. C. Quek, Executive Secretary ICCC
ICCC Far Eastern Office
5 Tavistock Avenue, Singapore 555108
Telefone: (65) 2875466/2803338
Fax: (65) 2843567/2883664
E-mail: lkhsc@iccc.org.sg
URL: http://www.iccc.org.sg/
Rev. Dr. Choi Kwang Jae, President ICCC
Glory Bible-Presbyterian Church
855-24 Bang Bae 4 Dong
So Cho Ku, Seoul 137061, KOREA
Telefone: 822-599-5174
Fax: 822-533-2286

Rev. Dr. Nadir Carreño, First Vice-President ICCC
Presidente ALADIC
Casilla 125 - Correo 2
Santiago, CHILE
Telefone: 56 (2) - 672 1621;
Fax: 56 (2) – 233 7137 or 7750408
E-Mail : jorge_valdes@hotmail.com
URL: http://www.aladic.org/

Rev. Estebán Ricker, Secretario Ejecutivo ALADIC
Iglesia Presbiteriana Independiente Fundamentalista
2 Avenida 3-22, zona 4 de Mixco, Colonia Monte Verde
Guatemala City
Telefone. (502) 2434 7633
E-Mail: http://www.pastoral.cl/aladic/rickerbros@hotmail.com

Dr. Silas Evangelista de Oliveira, Presidente CIEF
Diretor Executivo da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil
Caixa Postal 1352
01060-970 - São Paulo, SP

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Por que Sou Fundamentalista Bíblico

O Pastor Luiz Antonio Ferraz, autor deste artigo, concluiu seu Bacharelado em Teologia pela Faculdade de Teologia Filadélfia Internacional, de Recife, PE, havendo estudado dois anos na Faculdade Batista Regular de São Paulo, SP, e um ano na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, SP. Ele é Pastor da Igreja Batista Vida Nova, na zona sul de São Paulo, SP. Atualmente ele, bem como a igreja que pastoreia, estão na Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP).
É escritor de muitos artigos e apostilas, nos quais sustenta uma convicção fundamentalista bíblica, que ele sempre manifesta nas assembléias da CBESP.


POR QUE SOU FUNDAMENTALISTA BÍBLICO


Introdução

É preocupante a maneira como as pessoas usam e abusam do termo evangélico. Consideram evangélicos todo aquele que diz: "Senhor, Senhor!" (Mt 7.21). Mas o termo já está tão desgastado e deturpado como o outrora honroso título de "cristão". O mundo do Oriente erradamente considera todos os ocidentais como cristãos. Mas não podemos rejeitar o termo "cristão" somente porque ele é usado distorcidamente por crentes professos. Ele é nosso por direito, pois nos foi dado pejorativamente, quando os oponentes do cristianismo o rejeitavam. Hoje todos, que se dizem cristãos, aceitam o uso do termo.
Mas os verdadeiros cristãos são aqueles que seguem a Cristo e seus ensinamentos expostos na Bíblia Sagrada, sem nada omitir ou acrescentar à Escritura. Então os cristãos professos deveriam rejeitar o termo, porque eles não são seguidores de Cristo.
Entretanto para não ser confundido com um cristão professo, prefiro identificar-me como um Cristão Fundamentalista Bíblico. Os cristãos liberais detestam o termo Fundamentalista Bíblico, por considerarem anti-social, anti-intelectual e radical.
O Fundamentalismo não está em alta ultimamente, por causa da importância que a imprensa tem dado ao termo para se referir aos fundamentalistas islâmicos. A idéia que se tem de um fundamentalista, é de um fanático, ultrapassado, radical, inflexível e ignorante. Portanto os cristãos professos não gostam se ser enquadrado nesses termos.
Não me importo se ser classificado de fanático radical, e não tenho receio de usar o termo. Identificar-se como Fundamentalista Bíblico hoje, é expor-se como ignorante, separatista e ultrapassado, mas é também demonstração de coragem e amor à causa da verdade.
Este termo é de grande significância histórica para os verdadeiros cristãos, que defendem e praticam a verdadeira fé cristã. Precisamos declarar a pleno pulmões: Não somos protestantes, não somos evangélicos; somos Cristãos Fundamentalistas Bíblicos!


O Surgimento do Liberalismo Teológico

O Dicionário Aurélio define Evangélico como "Relativo ou pertencente a certos grupos religiosos, não ligados ao protestantismo histórico, que afirmam seguir os Evangelhos com especial rigor e fidelidade." De acordo com esta definição, qualquer grupo, que, originalmente, não faça parte do protestantismo histórico é considerado evangélico, porque são seguidores do evangelho.
Mas nos séculos XVII e XVIII a Igreja Evangélica foi infectada por várias formas de incredulidade. O deísmo inglês, o naturalismo francês, e o racionalismo alemão começaram a invadir gradualmente a igreja professa, particularmente seus institutos de ensino. Durante o papado de Pio X muitos professores foram expulsos das universidades católicas porque rejeitavam a autoridade da Escritura e da Igreja Católica. O papa Pio X passou a chamá-los de "modernistas". O liberalismo moderno atravessou o Atlântico, infectando colégios e seminários teológicos vinculados a igrejas, nos Estados Unidos da América.
A partir daí, os protestantes passaram também a empregar o termo modernistas àqueles que rejeitavam a Bíblia e a autoridade da Escritura e defendiam a supremacia da razão humana sobre a revelação bíblica. A teologia liberal dos modernistas mudou a autoridade da Bíblia para a experiência humana (razão e opinião) e para os sentimentos humanos. Passaram a defender a imanência divina em detrimento de sua transcendência divina para ensinar que Deus habita dentro do mundo e não à parte ou acima do mundo, levando à uma noção de panteísmo e à paternidade universal de Deus, com um conceito de fraternidade universal entre os homens e um universalismo teológico, valorizando, assim, as religiões pagãs.
O Liberalismo Teológico, por defender a existência inata de uma bondade humana, trouxe um otimismo humanístico, servindo de base ao progresso social, ao estado ético da perfeição humana, dando apoio filosófico à teoria da evolução e apoio político ao socialismo marxista.
Na verdade o liberalismo surgiu no Éden, quando Satanás levantou a dúvida: "É assim que Deus disse...?" O liberalismo tem produzido um evangelho social, acerca do qual podemos mencionar três resultantes: (1) uma falsa ciência: a teoria da evolução, (2) uma falsa filosofia: o marxismo, (3) uma falsa teologia: outro evangelho!
Com o surgimento dessas doutrinas satânicas, batistas e protestantes, nos EUA, levantaram-se contra o modernismo, posicionando-se ao lado da verdade bíblica. Desse modo tanto protestantes quanto batistas, foram chamados de Fundamentalistas. Mas quem primeiro usou o termo foi Curtis Lee Laws, editor do jornal batista Watchman Examiner, de Nova York. A intenção do autor era destacar verdades fundamentais do cristianismo, que os modernistas estavam rejeitando (Ef.2:20; 1Co.3:11).


As Diversas Fases do Fundamentalismo

George Dollar divide o Fundamentalismo em três períodos:
(1) De 1875 a 1900, no qual líderes conservadores levantaram a bandeira contra o modernismo dentro das denominações.
(2) De 1900 a 1935, no qual esses líderes deixaram suas denominações para formarem igrejas e grupos separados. Eles foram os arquitetos da separação eclesiástica.
(3) De 1935 a 1983, no qual a segunda geração de fundamentalistas continuou a batalha de fora das principais denominações, e teve que lutar contra o Movimento Neo-Evangélico (Dollar, A History of Fundamentalism in América, 1973).
Entretanto para facilitar o exame sobre o Fundamentalismo Bíblico, aceitaremos sua classificação em quatro fases distintas, as quais veremos a seguir.


Fase Inicial em 1920: O Surgimento do Fundamentalismo Histórico

Inicialmente o Fundamentalismo defendia apenas três pontos fundamentais, que às vezes, eram descritos como "os três R": a Ruína do homem no pecado; a Redenção através do sangue de Cristo; e a Regeneração pela ação sobrenatural do Espírito Santo.
Como já vimos quem primeiro usou o termo foi Curtis Lee Laws, Editor do jornal batista Watchman Examiner, de Nova York. No mesmo ano, em 1920, o batista John Roach Straton deu ao seu jornal o nome de O Fundamentalista. Consideravam-se Fundamentalistas aqueles que se opunham às doutrinas do Liberalismo [ou modernismo] teológico, e embora o termo Fundamentalismo ainda não houvesse sido cunhado, seu espírito podia ser visto entre aqueles que defendiam os fundamentos da fé fora das igrejas e dentro das denominações. Desde 1878 os Batistas e Independentes premilenistas clamavam contra o modernismo. Então em 1919 fundaram a Associação Mundial dos Fundamentos Cristãos, tendo William B. Riley como presidente. Essa Associação passou a fazer conferências bíblicas, apresentando os Cinco Pontos do Fundamentalismo que incluía:
(1) Inerrância das Escrituras: cremos na inspiração verbal e plenária da Escritura;
(2) Nascimento Virginal de Cristo: cremos que Jesus foi gerado pelo Espirito Santo;
(3) Expiação Vicária de Cristo: cremos que Cristo morreu pelos pecadores;
(4) Ressurreição Corpórea e Segunda Vinda Premilenista de Cristo: cremos que Cristo está vivo e voltará;
(5) Historicidade dos Milagres: cremos em todos os milagres relatados na Bíblia.
Os presbiterianos, em 1916, apresentaram os mesmos pontos fundamentais acima, unindo o quinto ponto, o da historicidade dos milagres, com o quarto, o da ressurreição corpórea. Mas os Fundamentalistas Premilenistas tendiam a colocar no quarto ponto, o da ressurreição corporal e segunda vinda de Cristo, a doutrina premilenista, mudando a historicidade dos milagres de quarto para um quinto ponto, ou até mesmo a doutrina premilenista como o quinto ponto, conforme vemos acima.
Em 1923 Machen, um líder presbiteriano, em seu livro Christianity and Liberalism, chamou a nova religião naturalista de Liberalismo, mas posteriormente seguiu a moda mais popular, chamando-a de Modernismo.
As maiores batalhas eclesiásticas ocorriam nas denominações Presbiteriana do Norte e Batista do Norte nos EUA. Em 1921 os batistas criaram a Federação Nacional dos Fundamentalistas dos Batistas do Norte e a Associação Fundamentalista e em 1923 a União Bíblica Batista. As batalhas centralizavam-se nos seminários, nas juntas missionárias e na ordenação de ministros. No entanto as verdadeiras fortalezas dos Fundamentalistas eram as igrejas batistas do sul e as incontáveis novas igrejas independentes espalhadas pelo sul, centro-oeste, leste e oeste dos EUA.
Embora o Fundamentalismo inicial tenha sido divulgado através do Cinco Fundamentos, é um erro pensar que apenas estes cinco pontos faziam parte do Fundamentalismo. De 1910 a 1915 foi publicado em 12 volumes uma obra chamada Os Fundamentos que já combatia uma lista enorme de doutrinas heréticas.
Esta obra teve sua origem entre pessoas das escolas bíblicas e eclesiásticos independentes, associados, mais tarde, com o Instituto Bíblico de Los Angeles e Instituto Bíblico Moody. Seus autores iniciais eram batistas, presbiterianos, anglicanos e outros independentes, dos EUA, da Inglaterra, Escócia e Canadá.
Os oitenta e três artigos abrangiam os seguintes temas: (1) uma declaração e defesa apologética das principais doutrinas cristãs (ex. Deus, a revelação, a encarnação, a ressurreição, o Espírito Santo, a inspiração); (2) uma defesa da Bíblia contra a alta Crítica alemã; (3) uma crítica a movimentos considerados não-cristãos (ex. filosofia moderna, ateísmo, romanismo, eddyismo, mormonismo, racionalismo, darwinismo [que deu origem ao Processo de Scopes em 1925], espiritismo, socialismo); (4) uma ênfase dada à evangelização e às missões; (5) vida piedosa como demonstração prática de defesa da verdadeira fé.


Fim de 1920 até 1940: O Surgimento dos Fundamentalistas do Sul

Os Fundamentalistas fracassaram na tentativa de expulsar os Modernistas de qualquer denominação. Além disso eles perderam a batalha contra o Evolucionismo. Agora lutavam entre si, dentro das denominações, embora os ortodoxos fossem a maioria. Por isso os Fundamentalistas saindo de suas denominações, passaram a fundar novas denominações. Em 1932 foi fundada a Associação Geral das Igrejas Batistas Regulares, em 1936 a Igreja Presbiteriana na América (hoje Igreja Presbiteriana Ortodoxa), em 1938 a Igreja Presbiteriana Bíblica, em 1947 a Associação Batista Conservadora da América.
George Marsden faz o seguinte comentário sobre este fato:


Na década de 1930, quando se tornou dolorosamente claro que reforma a partir de
dentro não poderia evitar a expansão do modernismo nas principais denominações
do Norte [dos Estados Unidos], mais e mais fundamentalistas começaram a fazer da
separação [da maioria das denominações da América] um artigo de fé. Embora a
maioria que tinha sustentado o Fundamentalismo nos anos de 1920 ainda
permanecesse em suas denominações, muitos batistas dispensacionalistas e alguns
poucos presbiterianos influentes estavam exigindo separatismo (Marsden, Reforming Fundamentalism: Fuller Seminary and The New Evangelicalism, Grand Rapids; Eerdmans, 1987, p7.).

Além do separatismo esses "novos" fundamentalistas defendiam o cristianismo verdadeiro, baseado numa interpretação literal da Bíblia. George Dollar dá a seguinte definição ao Fundamentalismo:


Fundamentalismo histórico é a interpretação literal de todas as afirmações e
atitudes da Bíblia e a aguerrida denúncia-exposição de todas as afirmações e
atitudes não bíblicas (Dollar, A History of Fundamentalism in América, 1973. O Amilenismo e Posmilenismo rejeitam a interpretação literal da Escritura, especialmente das profecias. Alegorizam a Escritura para harmonizá-la com seus ensinamentos. Por conseqüência negam o reinado futuro e literal de Cristo sobre a terra.).

Neste período o termo fundamentalista veio a significar todos os protestantes ortodoxos, das denominações recém estabelecidas das igrejas do sul [fora das grandes denominações do norte], e das igrejas independentes em todas as partes dos EUA.


De 1940 a 1970: O Surgimento dos Neo-Evangélicos

A partir de 1940 os Fundamentalistas começaram a se dividir. Nesta divisão havia aqueles que, voluntariamente, mantinham o uso do termo, por continuarem a defender as doutrinas fundamentais da fé. Do outro lado havia aqueles que passaram a rejeitar o termo por considerá-lo indesejável, por entender que o termo carrega conotações de "divisão", "intolerância", "tolice" e atitude "anti-intelectual", despreocupado com os problemas sociais.
Este segundo grupo queria reconquistar a comunhão com os protestantes das grandes denominações do norte, presbiterianos, batistas, metodistas e episcopais. Este grupo passou a ser chamado de "evangelicals" ou "evangélicos". A partir de 1948 alguns passaram a ser chamados de "neo-evangélicos".
A partir daí o termo Fundamentalismo passou a representar um significativo contraste, não somente contra o Liberalismo ou Modernismo, mas contra o Evangelicismo ou neo-evangelismo.
O contraste entre Fundamentalistas e neo-evangélicos foi institucionalizado pelo surgimento de organizações. Os Fundamentalistas fundaram em 1941 o Concílio Americano de Igrejas Cristãs, de caráter separatista. Os neo-evangélicos, em 1942, fundaram a Associação Nacional de Evangélicos, que aceitava todos os protestantes e todas as denominações. O termo Fundamentalista continuou sendo usado pelas igrejas que compunham o Concílio Americano de Igrejas Cristãs e por diversas igrejas sulistas e independentes não incluídas no grupo. O Instituto Bíblico Moody e o Seminário Teológico de Dallas, usavam o termo com orgulho. O Concílio Internacional das Igrejas Cristãs, fundado em 1948, procurou dar ao termo aceitação mundial, em oposição ao Conselho Mundial de Igrejas.
Os Fundamentalistas e Neo-Evangélicos, de 1950 a 1960, tinham muita coisa em comum. Ambos criam nas doutrinas tradicionais da Bíblia, promoviam a evangelização e missões, defendiam uma moralidade contra o fumo, a bebida, o teatro, o cinema, o jogo de baralho. Os Fundamentalistas, no entanto, eram mais fiéis ao Cristianismo Bíblico. Militavam contra a apostasia nas Igrejas, contra o comunismo, contra os vícios pessoais e eram menos dispostos a conformar-se com a respeitabilidade social e intelectual. Opunham-se ao evangelho ecumenizado de Billy Graham, rejeitavam o liberalismo do Seminário Teológico Fuller.
Na América do Norte e na Inglaterra, aqueles que não eram nem fundamentalistas nem evangélicos, tendiam a considerar os dois grupos como fundamentalistas. Este engano continua existindo hoje, pois muitos acreditam que ser evangélico em sentido geral é ser fundamentalista no sentido bíblico, o que não é a verdade. Esta noção equivocada surge porque alguns grupos americanos, dizendo-se fundamentalistas, defendem uma atitude não separatista, de caráter ecumênico entre as denominações. Mas os fundamentalistas bíblicos se destacam por sua atitude de separação: "...saí do meio deles, e apartai-vos..." (2 Co 6.17) e ...sai dela, povo meu" (Ap 18.4).
Embora os neo-evangélicos se considerem fundamentalistas bíblicos, a história demonstra que de fato não são.
O neo-evangelismo tem sempre apoiado os cinco fundamentos, com exceção do dispensacionalismo. Até mesmo os idólatras romanistas e os sabatistas legalistas concordam com os cinco fundamentos. Todos os demônios também crêem! É certo que os cinco fundamentos são indispensáveis, mas estão longe de serem suficientes. Assim os Neo-Evangélicos, que não são como os fundamentalistas da antiga linha, que defendiam muito mais do que apenas os cinco fundamentos, se declaram fundamentalistas somente porque aceitam os cincos pontos do Fundamentalismo. Ao invés de admitirem que não são fundamentalistas bíblicos, como aqueles da antiga linha, e admitirem que têm repudiado o Fundamento Bíblico, eles têm feito concessões e transigências contrárias à Palavra de Deus. Eles estão tentando redefinir o Fundamentalismo de modo que o mesmo se ajuste às suas condições e na tentativa de adaptar o Fundamentalismo às suas crenças, eles têm afirmado que o Fundamentalismo Histórico não passou de uma mera exaltação dos "cinco fundamentos".
O surgimento do Evangelicismo e do Neo-Evangelismo é a prova de que o Fundamentalismo foi além de apenas defender os cinco pontos fundamentais. A separação entre fundamentalistas e neo-evangélicos é prova incontestável de que havia diferenças gritantes entre esses dois grupos. Até mesmo antes de 1930 o Fundamentalismo não foi conformista, mas depois desta data o Fundamentalismo tornou-se ainda mais separatista. O Dr. Cloud citando John Ashbrook informa que este autor definiu o Fundamentalismo como:


a crença, a proclamação e o guerrear pelas doutrinas básicas do Cristianismo,
levando a uma atitude de separação escriturística daqueles que as rejeitam (Ashbrook, John, Axioms of Separation, nd, p.10.).

Hoje aqueles que negam o guerrear contra o erro e o separar-se, características do Fundamentalismo Histórico e Bíblico, estão tentando reescrever a história, isto é, falsificá-la, a fim de tornar o movimento evangélico ecumênico aceitável, até mesmo por aqueles que, hoje, se declaram fundamentalistas.
A história, no entanto, mostra que a nota chave do Neo-evangelismo foi o repúdio ao separatismo e a outros aspectos considerados negativos da antiga linha do Fundamentalismo. Na sua história do Seminário Teológico Fuller, Reforming Fundamentalism, o historiador George M. Marsden torna claro que os antigos líderes do Fuller estavam conscientemente recusando os aspectos "negativos" da antiga linha do Fundamentalismo Histórico. O próprio título do livro de Marsden é evidência do caráter do Fundamentalismo Histórico, de estar em guerra. Está claro, para os historiadores honestos, que o Fundamentalismo de cinqüenta anos atrás, isto é, da década de 1940, era caracterizado por guerrear, caracterizado por ter a disposição de lidar com os fatos negativos, expondo, denunciando e combatendo o erro e os errados, e caracterizado por separação do erro e dos errados. Foram exatamente esses fatos que fizeram nascer o Neo-evangelismo, em oposição a estas características do Fundamentalismo Histórico e Bíblico.
Marion Reynolds, diretor da FEA - Fundamental Evangelistic Association, em Los Osos, Califórnia, conhece bem a história do Fundamentalismo, pois seu pai foi um dos líderes do Fundamentalismo de antigamente, e ele próprio tem estado na linha de frente do Fundamentalismo Bíblico por pelo menos 40 anos. Então Marion sabe do que está falando, ele conhece a verdadeira história do Fundamentalismo Bíblico Americano.
Ao replicar à acusação de Jack van Impe, Marion disse que os líderes fundamentalistas de hoje têm abandonado suas heranças e que o Fundamentalismo de antigamente foi, não apenas confrontar ou guerrear contra o erro, mas sim, e muito mais, uma afirmação positiva das doutrinas centrais do Cristianismo.
Reynolds diz que:


...foi nos inícios da década de 1940 que uma maior separação ocorreu, e o Movimento Neo-Evangélico nasceu. Foi nesta época que o mesmíssimo espírito agora sendo advogado por Van Impe foi a força impulsionadora da decolagem do Movimento Neo-Evangélico. Daquele tempo em diante, a incessante batalha entre o Fundamentalismo e o Liberalismo tem sido complicada por este terceiro movimento,
o Evangelicismo, que tomou uma posição intermediária, de traiçoeiro acomodamento
e colaborismo. Alegando que, doutrinariamente, apega-se à posição fundamentalista, o Evangelicismo advogou uma posição mais positiva e uma comunhão mais aberta. Um ponto principal, naquele tempo, como hoje, gira em torno da questão de como tratar os irmãos que andam desordenadamente, e se constitui desordem ou não para um irmão, o permanecer em comunhão com aqueles que negam os fundamentos da fé. Os verdadeiros fundamentalistas crêem que todos os irmãos que têm comunhão com falsos mestres também são igualmente desobedientes e também estão caminhando desordenadamente. Portanto, o mandamento de Deus para nos separarmos de tais irmãos desobedientes não é menos importante para ser obedecido do que o mandamento de Deus para nos separarmos dos falsos mestres (M.H. Reynolds Jr. Heart Diseasein Christ's Body: Fundamentalism... Is It Sidetracked? [Doença Cardíaca no Corpo de Cristo: Fundamentalismo... Está ele posto de lado, num desvio sem saída?] Los Osos, Fundamental Evangelistic Association, nd.).

Você é um Crente Fundamentalista Bíblico?

O Congresso Mundial dos Fundamentalistas, que se reuniu em 1976, no Usher Hall, Edinburgh, Escócia, deu a seguinte definição de um fundamentalista Bíblico:


Um fundamentalista é um crente nascido de novo no Senhor Jesus Cristo que:
1. Mantém uma inarredável lealdade à Bíblia, como sendo inerrante, infalível e
verbalmente inspirada.
2. Crê que tudo que a Bíblia diz, assim é.
3. Julga todas as coisas pela Bíblia e somente dela aceita julgamento.
4. Afirma as verdades fundamentais da fé cristã histórica: a doutrina da trindade, a
encarnação, o nascimento por uma virgem, a expiação substitutória [sic], a
ressurreição corporal em glória, a ascensão, a segunda vinda do Senhor Jesus
Cristo, o novo nascimento através da regeneração pelo Espírito Santo, a
ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição dos perdidos para o
julgamento final e a condenação eterna e consciente, a comunhão dos santos, os
quais são o corpo de Cristo.
5. Pratica fidelidade àquela fé e empenha-se por pregá-la a toda criatura.
6. Expõe e se separa de toda negação eclesiástica àquela fé, acomodação com o erro e apostasia da verdade.
7. Ardentemente guerreia pela fé que, de uma vez para sempre, foi entregue aos santos (CLOUD, David W. Way of Life Literature, 1701 Harns Rd, Oak Harbor, WA 98277, [http://wayoflife.org/~dcloud].).

O Fundamentalismo Bíblico tem tomado uma grande variedade de formas. Como um Movimento, tem sido largamente interdenominacional, mas muitas igrejas separatistas e independentes, tais como as igrejas conhecidas como Batistas Independentes e Igrejas Bíblicas Independentes, têm aceito o nome de fundamentalista. Apesar desta variedade, no entanto, uma das principais marcas características do Fundamentalismo – sua própria essência – sempre tem sido o guerrear pela fé [o corpo de doutrina] da palavra de Deus. Qualquer crente que não seja verdadeiramente guerreador no seu posicionar-se pela verdade não tem nenhum direito de herdar nem usar o nome de Fundamentalista Bíblico.
Weniger escreveu para combater a falácia de que os fundamentalistas se preocupam apenas com os cinco fundamentos:


Como afluente presbiteriano da luta contra o modernismo, o Fundamentalismo
talvez tenha a ver somente com os cinco fundamentos... Mas a corrente principal
do fundamentalismo, mais especificamente os Batistas de todas as faixas, os
quais de longe representam a grande maioria dos fundamentalistas, nunca aceitou
somente os cinco fundamentos. A World's Christian Fundamentals Association
[Associação Fundamentalista Cristã Mundial], fundada em 1919, tinha pelo menos
uma dúzia de doutrinas cristãs ressaltadas. O mesmo é verdade quanto à
Fundamental Baptist Fellowship [Comunhão dos Batistas Fundamentalistas],
originada em 1920. Um verdadeiro fundamentalista sob nenhuma circunstância
restringiria sua posição doutrinária aos cinco fundamentos. Mesmo o Dr. Carl F.
H. Henry, um teólogo neo-evangélico, listou pelo menos várias dúzias de
doutrinas essenciais à fé. A única vantagem de reduzir a fé a cinco fundamentos
é fazer possível uma mais larga inclusão de religionistas [sic], que podem estar
muitíssimo afastados em heresias em outras doutrinas específicas. É muito mais
fácil ter um grande número de adeptos, quando nos acomodamos ao mais baixo
denominador comum em doutrina (G. Archer Weniger, in Calvary Contender, 15 de abril de 1994.).

O Dr. David W Cloud, em seu Ministério Way of Life Literature, argumenta:

Embora o acomodamento doutrinário e o mundanismo estejam devorando algumas
igrejas batistas fundamentalistas, pelas suas beiras, louvo a Deus pelo
Movimento Fundamentalista Bíblico. Louvo a Deus que por 26 anos, no meio da
apostasia destas últimas horas, tenho encontrado comunhão com igrejas que são
comprometidas com todo o conselho de Deus. Posso ficar de pé no púlpito de
centenas de igrejas batistas fundamentalistas e pregar qualquer coisa da Bíblia
e ser completamente franco ao falar sobre apostasia e pecado, e receber um amém.
Louvo ao Senhor por isto. Batistas crentes na Bíblia são mais que Protestantes
ou Evangélicos. Eles não crêem que o Catolicismo Romano necessita ser reformado;
crêem que ele foi a mais completa apostasia já desde sua incepção, no século IV.
Em tudo procuram encontrar a si próprios em acordo com a autoridade do Novo
Testamento, inclusive quanto às ordenanças e a eclesiologia. Rastreiam sua
herança não através da Igreja Católica romana via Reforma, mas através das
igrejas Neotestamentárias que foram perseguidas por Roma através da Idade das
Trevas. Não dão a mínima importância às tradições, exceto aquelas deixadas pelos
apóstolos no Novo Testamento.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sou Fundamentalista Bíblico

Dave Hunt, o autor deste artigo, nasceu em 1926 e desfrutou das vantagens de uma educação piedosa e da freqüência regular a uma comunidade cristã conhecida como "Irmãos de Plymouth" (no Brasil, são as "Casas de Oração" do "Movimento dos Irmãos"). Decidiu-se por Cristo antes de ingressar no Ensino Médio.
Serviu na Marinha Mercante e no Exército, concluiu a Faculdade de Matemática, casou-se com sua esposa Ruth, nasceram-lhe quatro filhos e fez carreira como Consultor em Administração de Empresas e, mais tarde, administrando várias empresas. Ao mesmo tempo, Hunt conciliou a vida secular com o início e o desenvolvimento de um grande Ministério entre universitários e estudantes estrangeiros.
A partir de 1973, Hunt passou a dedicar-se integralmente à Obra do Senhor. Morando um ano na Europa, Hunt percebeu o perigo, através de um ex-guru hindu convertido, do Hinduísmo, das filosofias orientais e da Nova Era. Viajando à Índia, escreveu God of the Untouchables ("Deus dos Intocáveis"), onde aprofundou sua compreensão sobre o assunto. Vários livros refletiram sua preocupação missionária: Cult Explosion ("Explosão das Seitas"), Death of a Guru ("Morte de um Guru), The God Makers ("Os Criadores de Deus") e America, the Sorcerer's New Apprentice ("América, a Nova Aprendiz de Feiticeiro).
Paralelamente, Hunt percebeu a impressionante e sorrateira penetração dessas filosofias nas Igrejas Evangélicas. The Seduction of Christianity ("A Sedução do Cristianismo"), publicado em inglês em 1985, focalizou a atenção do mundo cristão sobre os ensinamentos perigosos e heréticos que comprometem a verdade da Palavra de Deus. A seguir, ele publicou Beyond Seduction ("Escapando da Sedução").
A atual preocupação de Hunt implica no novo ecumenismo cada vez mais crescente entre católicos e protestantes, que está refletido em Whatever Happened to Heaven? ("O que Aconteceu com o Céu?") e Global Peace and the Rise of Antichrist ("Paz Global e Ascensão do Anticristo"). Outro assunto freqüente deste Estudioso Fundamentalista Bíblico em suas palestras e publicações é o desmascaramento de heresias psicológicas abraçadas por muitos evangélicos. Ele publica um boletim mensal, The Berean Call ("A Chamada Bereana").



Sou um Fundamentalista Bíblico

Você é um Fundamentalista!" A acusação me foi dirigida quando ainda era um calouro da universidade, recém-saído do serviço militar, em 1947. Da maneira como ela foi feita, com tamanho desprezo, nenhuma explicação foi necessária para compreender que ser rotulado de "Fundamentalista" era um dos mais terríveis insultos no orgulhoso mundo acadêmico. Respondi algo como:
Se ser Fundamentalista significa aderir aos sólidos fundamentos da matemática, da contabilidade, da química ou de qualquer outra ciência, então aceito alegremente o título. E já que a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus e é inerrante (sem erros), a única escolha inteligente é aceitá-la e permanecer fiel aos seus Fundamentos.

Essa resposta apenas aumentou a frustração e a ira dos que debatiam acaloradamente comigo já por duas horas.
A ocasião foi o primeiro encontro da "Hora dos Críticos", uma novidade que havia sido criada recentemente por alunos e professores da universidade para ridicularizar e desacreditar a Bíblia. Entre os espectadores havia um bom número de crentes que eu conhecia do grupo cristão do campus, mas nenhum deles disse uma palavra sequer. Fiquei sozinho naquele auditório, sendo alvejado com argumentos de todos os lados, todos favoráveis à evolução e ao ateísmo. Sendo um ingênuo jovem de 21 anos, fiquei chocado com a animosidade tão abertamente demonstrada contra a Bíblia e contra o Deus da Bíblia.
Naquele ponto da minha vida, mal ouvira falar de Harry Emerson Fosdick, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Nova Iorque, uma pessoa-chave no Liberalismo/Modernismo Teológico americano. Tampouco fazia idéia da crescente rejeição da infalibilidade da Bíblia entre muitas pessoas que se chamavam cristãos. O nome de J. Gresham Machen era-me completamente desconhecido. Portanto, nada sabia acerca da batalha perdida que ele sustentara no Seminário de Princeton, na década de 1920, contra as heresias que levaram aquela escola a tornar-se completamente liberal e que alcançaram a maioria das igrejas presbiterianas.


Cristianismo Com "Roupagem" Moderna

Os servos mais eficientes de Satanás são mestres em ambigüidades. Fosdick reivindicava honrar a doutrina, mas ao mesmo tempo advertia sobre o "perigo de dar ênfase demais à doutrina..." Ele afirmou que "nada realmente importa na religião, a não ser aquelas coisas que fomentam o bem individual e público... e o progresso social."[1] Fosdick foi reconhecido naquele tempo pela maioria dos cristãos verdadeiros como o incrédulo que realmente era. Mas, Norman Vincent Peale, não menos herege que Fosdick, conseguiu achar aceitação virtualmente em toda parte, bem como seu famoso discípulo Robert Schuller.
O modernista toma as últimas idéias do mundo secular e enganosamente as veste com linguagem cristã. Ninguém tem feito isso com maior perfeição do que os atuais psicólogos cristãos, que de algum modo tomam teorias anticristãs de inimigos declarados do Evangelho e as "integram" à teologia. Peale foi o primeiro a fazer isso. Em 1937, ele fundou uma clínica "cristã" de psiquiatria em sua igreja. A clínica tornou-se modelo para numerosas outras semelhantes, as quais têm gerado fortunas para seus fundadores.
Machen foi exato ao demonstrar que a intimidação pela ciência e o desejo de obter aceitação e respeito na comunidade acadêmica têm resultado em comprometimentos, que na prática descaracterizam o Evangelho. Essa ânsia tem influenciado cada vez mais os seminários e faculdades cristãs. Machen acusou os liberais de "tentar remover do cristianismo todas as coisas que não possam ser aceitas pela ciência."[2]
Muitos dos evangélicos de hoje em dia parecem pensar que os cientistas sabem mais sobre o Universo do que o próprio Criador. Será que a Bíblia é frágil devido à ignorância de Deus? O resultado é um comprometimento fatal para a verdadeira fé. Temos observado isso na aceitação da evolução teísta por parte da revista "Christianity Today" (Cristianismo Hoje), dos "Promise Keepers" (Guardadores de Promessas) e de muitos seminários e universidades cristãs, mesmo que ela contradiga plenamente a Bíblia e subverta o Evangelho. O mesmo comprometimento ocorre quando se questiona a narrativa bíblica do dilúvio.
Billy Graham, que há décadas abandonou sua posição fundamentalista, recentemente disse não estar certo se o dilúvio de Noé foi realmente de âmbito mundial. O New Bible Commentary da InterVarsity também afirma: "A narrativa (bíblica) não relata diretamente um dilúvio universal..." A Bíblia, ao contrário, não deixa espaço para tais devaneios:

"...tudo o que há na terra perecerá" (Gn 6.17).
"...e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz" (Gn 7.4).
"...e os montes foram cobertos. Pereceu toda carne..., ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gn 7.20-23).

As instruções de Deus para Noé, de que trouxesse um par de cada espécie para a arca, só têm sentido se o dilúvio atingiu o mundo inteiro. Deus prometeu não voltar a destruir a terra por água novamente (Gn 9.11), todavia têm havido muitas enchentes regionais desde aquele tempo. A destruição futura do mundo, conforme profetizada por Pedro, seria apenas um incêndio localizado, se o dilúvio com que é comparado foi limitado (2 Pe 3.6-7). Finalmente, Jesus compara Seu futuro julgamento da humanidade ao dilúvio (Mt 24.38-41).
Um Cristianismo Sem Inerrância

Temos que crer na Bíblia inteira. Isto é Fundamentalismo Bíblico. Se Gênesis não é exato em cada detalhe, em qual parte da Bíblia poderemos confiar, então? Se a Bíblia está errada quanto à origem do homem e seu pecado, como poderemos confiar no que ela diz sobre a sua redenção e seu destino eterno? Na verdade a Bíblia está absolutamente certa em tudo que declara.
Se as últimas descobertas da ciência concordam ou não com a Bíblia, isso não deve inquietar ao Fundamentalista Bíblico. Como confiamos em Deus, não somos intimidados pelos homens. Só um tolo trocaria a Palavra infalível de Deus pelas opiniões mutáveis e falíveis dos homens. Os cientistas cometem erros e muitas vezes são condicionados por preconceitos. No seu livro Great Feuds in Science, o historiador Hal Hellman documenta que até os maiores cientistas têm sido "influenciados por orgulho, ambição, cobiça, inveja e até por evidente impulso de estar certo".[3]
Tragicamente, diminui gradativamente o número de cristãos que ainda defendem a Inerrância Bíblica e a sua suficiência, como Harold Lindsell documenta em The Battle for the Bible. O Seminário Teológico Fuller é um exemplo citado por ele. Podemos dizer com certeza que para as multidões envolvidas no atual movimento evangélico a Inerrância raramente se constitui num problema, pois tais pessoas se apóiam em experiências e emoções mais que em doutrina. Para muitos atualmente, o amor por Jesus é um maravilhoso sentimento, divorciado completamente da verdade que Jesus afirma ser. No livro The Bible in the Balance, Lindsell confessa que "a palavra ‘evangélico’ tem se tornado tão desonrada que perdeu sua utilidade... Talvez seja melhor adotar a palavra ‘Fundamentalista’, mesmo com todos os ataques depreciativos que tem sofrido por parte dos seus críticos".



Motivos de Rejeição do Fundamentalismo Bíblico

O Fundamentalismo Bíblico tem sido estigmatizado por duas razões:
1- alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica;
e 2- por causa do exemplo do Fundamentalismo Muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os Cristãos Fundamentalistas Bíblicos, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados com estas mesmas cores de fanatismo.


Um Cristianismo de Popularidade

Todos que desejam confiar e obedecer à Palavra de Cristo e que querem ser Seus verdadeiros discípulos (Jo 8.31-32), precisam estar prontos a permanecer sozinhos, como Daniel e seus amigos. Com medo de serem diferentes, muitos cristãos seguem a multidão. Famintos pelos louvores deste mundo, eles amam "mais a glória dos homens, do que a glória de Deus" (Jo 12.43). C.H. Spurgeon ficou virtualmente sozinho, abandonado mesmo pelos seus ex-alunos e amigos, quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. A. W. Tozer declarou, pouco antes de morrer: "por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte." Que acusação contra aqueles pastores e igrejas!
Cristo advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26). Ele afirmou que a verdadeira fé em Deus é impossível quando nós aceitamos "glória uns dos outros", e, contudo, não procuramos "a glória que vem do Deus único" (Jo 5.44). John Ashbrook escreve que o "neo-evangelismo está determinado a impressionar o mundo com seu intelectualismo. Ele tem estado a buscar o respeito da comunidade acadêmica. Determinou ganhar glória nas fontes do ensino secular."[4] Carl Henry observou que "em conseqüência da crescente atitude de tolerância... a fé cristã foi embalada de forma a facilitar sua comercialização."[5]
O único inimigo do Liberalismo é a firme adesão do Fundamentalismo Bíblico à autoridade e suficiência das Escrituras. D. Martyn Lloyd-Jones lamenta o fato de que muitos evangélicos mudaram de "pregar" para "compartilhar" a Palavra de Deus, o que sutilmente transfere a autoridade da Palavra de Deus para a experiência e opinião humanas.[6] Tal comprometimento, além de não ajudar o incrédulo a enxergar a luz; ainda o deixa mais cego. Essa tolerância estimula a resistência dos homens em se submeterem à autoridade de Deus. O Liberalismo, inevitavelmente, endurece cada vez mais contra a verdade. Podemos ver isso atualmente em todo o mundo.



A Tolerância Quanto ao Homossexualismo

A aceitação de homossexuais, em nome da tolerância e do Liberalismo, tem produzido uma intolerância cada vez maior contra qualquer outro ponto de vista. O mundo inteiro, que por milhares de anos considerou o homossexualismo como antinatural e vergonhoso, agora está sendo forçado a abandonar tal convicção. Os homossexuais, que reivindicavam tolerância, têm se mostrado totalmente intolerantes na medida em que conquistam poder. Eles atacam com malícia, verbal e fisicamente, qualquer pessoa que queira manter uma opinião independente. O mundo tem sido coagido a garantir privilégios especiais aos homossexuais, apesar do estilo de vida "gay" ser cheio de práticas nocivas, levando à proliferação de doenças que ameaçam a sociedade em geral e reduzem pela metade a expectativa de vida das pessoas. A incurável AIDS, embora se propague em proporções epidêmicas, afetando inocentes e sendo fatal para todos que a contraem, é tratada com um sigilo perigoso e um status privilegiado, devido à sua penetração entre os homossexuais.


A Tolerância Quanto ao Evolucionismo

Vemos a mesma intolerância nos evolucionistas que acusam os criacionistas de pensamento bitolado. A ciência deve promover a liberdade de investigar e aceitar os fatos. Mas, em nome da ciência, a teoria da evolução é ensinada às crianças nas escolas públicas como fato, enquanto as evidências contra ela são omitidas e a alternativa bíblica e racional da criação de Deus não é admitida nem considerada.



A Situação na Rússia

Numa recente viagem a Rússia, um dos principais responsáveis pelo sistema educacional nos disse o seguinte: "Por setenta anos vimos os frutos da imposição dogmática de apenas uma opinião aos alunos. Estamos cheios disso e ansiosos para considerar as alternativas". O colapso do Comunismo deixou um vácuo moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação que estão banidos das escolas americanas! Não podemos saber quanto tempo isso vai durar. A Igreja Ortodoxa Russa, intolerante e firmemente contrária ao Evangelho, está procurando retomar o monopólio da religião – e alguns evangélicos americanos estão cooperando com esse sistema anticristão. Oremos pela Rússia.
O Cristianismo foi introduzido em 988 d.C. no país que mais tarde se tornou a Rússia, pelo príncipe Vladimir. Antes ele havia considerado o Islamismo, já que suas vinte esposas não causavam problema para aquela "fé". Mas como o Islamismo proíbe o álcool, ele acabou abraçando o Cristianismo da Igreja Ortodoxa, onde o álcool corria livremente (muitos monges e sacerdotes bebem intensamente) e onde a opulência dos rituais tem um apelo misterioso. Ele decretou uma esposa como "oficial", mantendo as outras dezenove como concubinas, enquanto usava o álcool livremente. Foi assim que a Rússia "converteu-se" ao Cristianismo. Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual. Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse:
Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev...[7]
A Igreja Ortodoxa, assim como o Catolicismo Romano, é inimiga jurada do Evangelho. Ela tem mantido o povo russo na escravidão e na superstição, ensinando-o a buscar nela a salvação, beijando seus ícones, pagando por orações e sacramentos. Embora rejeite o purgatório do catolicismo, ensina que, através de nossas orações, as almas podem ser resgatadas do inferno para o céu.
Visitamos, nas proximidades de Moscou, o centro da Igreja Ortodoxa, com seu seminário e muitas igrejas. Monges com quem falei explicaram que a morte de Cristo possibilitou a nossa entrada no céu, desde que fôssemos batizados, participássemos dos sacramentos e "vivêssemos o Evangelho". Para eles, a porta que Cristo abriu está no cume duma alta escada que precisamos subir pelos nossos próprios esforços, obedecendo à Igreja e auxiliados por ela.
Fui um dos preletores numa conferência em Moscou que atraiu pastores e membros de igrejas de toda a Rússia. Havia uma indisfarçável expectativa de que a Palavra de Deus fosse ensinada. Eu expus abertamente os ensinos e práticas não-bíblicas da Igreja Ortodoxa Russa que (como a Igreja Católica no Ocidente) perseguiu e assassinou multidões de verdadeiros cristãos. A Igreja Ortodoxa, que estabeleceu parceria tanto com os czares como com os comunistas que os sucederam, pressionou o presidente Yeltsin a favor da nova lei que suprime a liberdade religiosa (essa lei está sendo atualmente implementada em pequenas cidades fora de Moscou). Centenas de fitas de vídeo e de áudio de nossa conferência estão sendo distribuídas por toda a Rússia. Oremos para que dêem frutos!



Fundamentalismo Bíblico é Não Negociar o Inegociável

Como avisamos aos irmãos e irmãs da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável.

[1] Christian History, Edição 55, Vol. XVI, No. 3, p. 36.
[2] Ibid.
[3] The Bulletin, (Bend, OR, 4/7/98), A7.
[4] New Neutralism II, 8.
[5] World (11/3/89), 7.
[6] Ian Murray, David Martyn Lloyd-Jones: The Fight of Faith, p. 667.
[7] Foundation (9/98), 4.




Sou um Fundamentalista Bíblico, adaptado por Josias Baraúna Jr. e publicado originalmente como "Sou um Fundamentalista?", foi extraído do Jornal Evangélico Chamada da Meia-Noite, julho de 1999 - órgão informativo da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, editora que também publica em português os livros de Hunt, tendo sido este artigo publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista TBC 8/98 - órgão informativo da União Bíblica Fundamentalista.


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